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14 Out, 2026

DIOCESE DE ASSIS RUMO AO CENTENÁRIO

DIOCESE DE ASSIS RUMO AO CENTENÁRIO

UM SÉCULO DE FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE NO MÉDIO VALE DO PARANAPANEMA

Em 2028, a Diocese de Assis completará cem anos de existência. Criada em 30 de novembro de 1928, pela bula “Sollicitudo Universalis Ecclesiae”, do papa Pio XI, nasceu em um território muito diferente daquele que hoje conhecemos. A criação da Diocese acompanhou esse movimento e marcou o início de uma presença católica organizada em uma extensa área do oeste paulista.
O primeiro bispo, dom Antônio José dos Santos, tomou posse em 19 de março de 1930. Sob seu pastoreio começaram a ganhar forma estruturas que seriam importantes para a vida religiosa e social da região. A Igreja estava presente na formação de sacerdotes, na educação e na organização das comunidades, ao mesmo tempo em que procurava levar o Evangelho às cidades e às áreas rurais de um território extenso.
Evangelizar, naquele contexto, significava muito mais do que construir templos ou estabelecer paróquias. Significava chegar às pessoas. Sacerdotes percorriam longas distâncias para celebrar os sacramentos e atender comunidades. Religiosas dedicavam-se à educação e à assistência aos pobres. Catequistas transmitiam a fé às crianças. Famílias mantinham capelas e comunidades. Leigos participavam das irmandades, festas, pastorais e movimentos. A história da Diocese foi sendo escrita, assim, por uma multidão de pessoas que, em grande parte, nunca terá seu nome registrado nos livros de história.
A presença da Igreja pode ser compreendida em três palavras que atravessam esse século: fé, esperança e caridade. A fé esteve no centro da evangelização. Foi ela que reuniu comunidades em torno da Palavra de Deus e da Eucaristia, acompanhou gerações desde o batismo até a morte e fez das paróquias lugares de oração, formação e convivência. Nas pequenas comunidades rurais e nas igrejas das cidades, a transmissão da fé passou de pais para filhos, de catequistas para crianças, de sacerdotes para suas comunidades. A esperança também faz parte dessa história. Em uma região que conheceu mudanças econômicas, crescimento urbano, deslocamentos populacionais e transformações profundas na vida social, a Igreja permaneceu como espaço de acolhimento e de anúncio de uma esperança que não depende apenas das circunstâncias imediatas. A mensagem cristã acompanhou pessoas em momentos de alegria e de sofrimento: nos casamentos, nos nascimentos, nas enfermidades, nos funerais e nas diversas celebrações das comunidades.
E houve a caridade, expressa de muitas maneiras. Desde os primeiros anos, a Igreja esteve relacionada a iniciativas de assistência e educação. A história da Diocese registra a participação em instituições como a Santa Casa de Assis e Maternidade, o Asilo São Vicente de Paulo, o Hospital Regional, a UNESP, a Casa da Criança, a Casa da Menina e outras obras voltadas ao atendimento de crianças, enfermos, idosos e pessoas nas mais  situação de necessidade.
É por isso que o centenário de 2028 não será apenas a celebração de uma instituição criada há cem anos. Será a lembrança de uma presença que acompanhou a vida do Médio Vale do Paranapanema durante quase todo o século XX e chegou ao século XXI levando consigo uma história feita de fé, esperança e caridade.
A Igreja evangelizou anunciando o Evangelho, celebrando os sacramentos e formando comunidades. Evangelizou também quando ensinou, quando cuidou dos enfermos, quando amparou os pobres, quando acolheu famílias e quando esteve ao lado das pessoas nos momentos decisivos de suas vidas. Essa presença não pode ser separada da história das cidades e das famílias que cresceram junto com ela.
Cem anos depois, permanecem as marcas dessa caminhada. Estão nas igrejas antigas, nos arquivos paroquiais, nas fotografias guardadas pelas famílias, nos nomes das ruas e instituições, nas lembranças dos mais velhos e, sobretudo, na vida das comunidades. A história da Diocese 
de Assis é, assim, uma história de pessoas. Pessoas  que receberam a fé e a transmitiram. Pessoas que encontraram esperança e a repartiram. Pessoas que fizeram da caridade uma forma concreta de viver o Evangelho.
Ao chegar ao centenário, é essa história que a Diocese celebra: a história de uma Igreja que, durante cem anos, procurou estar presente no meio do seu povo, anunciando a fé, sustentando a esperança e exercendo a caridade.

Pe. Anderson Santana Cunha

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