Notícia

20 , 2016

O modelo educacional de paulo freire como fonte de libertação

         Há 95 anos, no mesmo dia 19 de setembro, nascia na periferia de Recife, no estado de Pernambuco, Paulo Reglus Neves Freire, o nosso Paulo Freire, patrono da educação brasileira e reconhecido mundialmente como filósofo e educador. Desde cedo conseguiu apreender empiricamente o sentido da pobreza e da dificuldade de sobreviver das classes mais baixas da sociedade.

         Talvez não se tenha a devida vênia e atenção que esse notável acadêmico mereça, pelo menos não nesse país, se tomarmos em consideração que sua filosofia educacional mal é interpretada ou aplicada em nossas escolas. Com sua Pedagogia do Oprimido dentre outros trabalhos, Paulo Freire buscou incutir nas classes populares o anseio de uma educação mais crítica do que metódica, refutando o estilo de ensino pregado pela educação bancária, sistêmica, rígida, suas ideias vão de encontro com os conceitos de liberdade, autocrítica e superação.

         Cada educando traça sua própria meta e seu próprio caminho. Ser protagonista de sua própria formação não está além das possibilidades de cada indivíduo, de nenhuma classe social, raça, credo ou condição específica. A circunstância de cada pessoa que busca o conhecimento não é condicionante para tal, mas deve servir de impulso, inspiração e fonte de superação.

         Paulo Freire foi perseguido político, viveu no exílio, trabalhou em universidades renomadas do mundo todo, como a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde atuou em 1969, durante o auge da ditadura, sempre defendendo seu ideal de educação libertadora. Foi um ser privilegiado, que soube, talvez por ter experimentado a dureza da pobreza e a solidão do exílio, imprimir naqueles que bebem de suas fontes a real necessidade de se educar para, por e com a liberdade. Que os seus ideais possam perpetuar nos meios educacionais do nosso país, que tanto sofre as mazelas da pobreza e da ignorância e por meio dos quais poderíamos viver com mais igualdade e amor fraterno.

         Jesus Cristo, revelação plena do Pai e pedagogo da Graça sempre quis trazer libertação ao povo oprimido, principalmente para aqueles que não tinham a quem recorrer e que estavam jogados ao longo do caminho, sedentos por quem lhes guiasse e dirimissem suas aflições. Busquemos cada vez mais assemelhar-nos ao Mestre Salvador e sejamos fonte de libertação, afeto e concórdia para aqueles que cruzam nosso caminho. Paz e Bem!

Texto: Seminarista Jonatas Alfredo Zakir Pereira (1º Ano de Teologia)

PASTORAL DA EDUCAÇÃO - DIOCESE DE ASSIS

 

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